Plataforma de colaboração da Philips atinge 100 mil funcionáriosLíder de tecnologia da empresa holandesa apresenta as questões que foram fundamentais para o projeto. Os executivos da Philips – empresa que fornece equipamentos para os segmentos de saúde, energia e consumo – iniciaram um processo de seleção e desenvolvimento de uma plataforma colaborativa no começo deste ano, utilizada hoje por 100 mil funcionários ao redor do mundo. O projeto, conta o CIO do grupo Maarten de Vries, foi motivado por diversas questões. “Nós temos um ambiente disperso de TI e optamos pela implementação de uma ferramenta que permitisse a conexão entre as pessoas, bem como possibilidade que elas descobrissem umas as outras e compartilhassem informações”, detalha o executivo. Por trás dessa necessidade também está o objetivo de estar alinhado com dois indicadores de performance do negócio: aumentar a colaboração dentro da empresa e a produtividade. “Trabalhamos muito com equipes virtuais, então necessitamos de uma melhor conexão. Existe um monte de conhecimento na companhia, mas precisamos de uma melhor forma de encontrá-lo”, detalha Vries. Uma outra necessidade para a plataforma colaborativa foi o fato de que os funcionários já têm usado de forma intensiva as redes sociais, como o caso do Facebook e do Twitter. Com o intuito de testar a aceitação do sistema, a TI da Philips lançou um piloto da plataforma, durante um mês, para um grupo de mil usuários. E o resultado foi um sucesso, conta Vries. Animado com os resultados, no início de maio, logo após a conclusão dos testes, expandiu a solução para o resto da companhia. Fatores de sucesso O fato de a plataforma ter sido tão bem-sucedida, afirma Vries, deve-se a quatro principais fatores que ele recomenda para qualquer CIO interessado em implementar uma ferramenta de colaboração corporativa: 1. Comece com uma estratégia clara – Não explore uma solução às cegas, tenha total entendimento de quais os problemas que serão solucionados e como a empresa poderá ser beneficiada. 2. Parceria com as áreas de negócio – “O CIO precisa entender que essa não é uma iniciativa só de TI”, informa Vries. No caso da Philips, ele atribui boa parte do sucesso ao alinhamento com os indicadores principais de performance do negócio, o que fez com que o ROI (retorno sobre investimento) no projeto fosse transparente, desde o princípio. 4. Perca as rédeas – A Philips não tem qualquer política forma para o que os funcionários podem, ou não, fazer na plataforma colaborativa. O CIO diz que, da mesma forma que acontece com o e-mail, eles acreditam que os colaboradores podem fazer um julgamento adequado sobre o que podem discutir e divulgar nesses ambientes. |


